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3 Filmes produzidos por PAULO BRANCO entre as 100 Obras-primas do cinema desde 1944, pelos críticos do LE MONDE

3 Filmes produzidos por PAULO BRANCO entre as 100 Obras-primas do cinema desde 1944, pelos críticos do LE MONDE

Jacques Mandelbaum e Sébastien Carganico, do Le Monde, mergulharam nos arquivos do jornal dos últimos 70 anos e foram à procura das 100 obras-primas que mais entusiasmaram os seus críticos desde 1944.

Ao extenso artigo publicado na edição do passado fim-de-semana (e que pode aqui ser consultado) juntavam-se as críticas publicadas aquando da estreia dos filmes em França. É uma lista diversificada, feita por aqueles que ao longo de sete décadas exerceram o ofício crítico no jornal, desde Henry Magnan, o primeiro, que entrou para o jornal nos anos 40, até à actualidade, herdeira da transformação que Jean-Michel Frodon (que seria mais tarde também director dos Cahiers) lhe trouxe, nos anos 90, e que foi pioneira do que, de certa forma, ainda acontece, alargando o leque de críticos, para abarcar todas as estreias.

Numa lista que abre com O Rio, de Jean Renoir, e onde constam filmes como Os Contos da Lua Vaga, de Mizoguchi, Viagem a Tóquio, de Ozu, Os Sete Samurais, de Kurosawa, A Palavra, de Dreyer, Fúria de Viver, de Nicholas Ray, Vertigo, de Hitchcock, A Aventura, de Antonioni, O Acossado, de Godard, Oito e Meio, de Fellini, Persona, de Bergman, Andrei Rublev, de Tarkovski, Mr. Klein, de Losey, etc, etc, estão 3 filmes produzidos por Paulo Branco: Maine Océan, de Jacques Rozier (1986), A Cativa, de Chantal Ackerman (2000) e Mistérios de Lisboa, de Raúl Ruiz (2010).

Como distribuidor em França, para além destes 3 filmes, que também distribuiu, acrescentam-se ainda outros dois: Amor de Perdição, de Manoel de Oliveira (1988), cuja estreia em Paris veio abrir novas portas a uma cada vez maior internacionalização da obra do cineasta, catapultando-o assim para uma carreira sem par no cinema português, tendo realizado, a partir daí, mais de três dezenas de filmes; e Saudade, de Katsuya Tomita (2012).

Uma última nota: 33 dos filmes desta lista foram distribuídos por Paulo Branco em Portugal, desde os clássicos Ozu, Mizoguchi, Kurosawa, Tarkovski, Bergman ou Antonioni, a outros, que o produtor, distribuidor e exibidor deu a conhecer no nosso país, entre eles filmes de Hou Hsiao-hsien, Moretti, Kitano, Kiarostami, Edward Yang, Jafar Panahi, Gus van Sant, Nuri Bilge Ceylan, Audiard, Lars von Trier, Haneke, Leos Carax, Abdellatif Kechiche.

P.S. Constam ainda nessa lista os filmes portugueses A Comédia de Deus, de João César Monteiro (1996), produzido por Joaquim Pinto, e Aquele Querido Mês de Agosto, de Miguel Gomes (2009), produzido por Luís Urbano.

27-12-2018

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