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ESTREIA | A Portuguesa, um filme de Rita Azevedo Gomes

ESTREIA | A Portuguesa, um filme de Rita Azevedo Gomes

O filme A PORTUGUESA, de Rita Azevedo Gomes, que marcou presença na última edição da Berlinale - Forum, estreia hoje, 28 Fevereiro, em Lisboa (Espaço Nimas) e no Porto (Teatro Campo Alegre). O filme é uma produção Basilisco Filmes e será distribuído pela Leopardo Filmes.

Depois do documentário “Correspondências” (2016), a realizadora Rita Azevedo Gomes apresenta a ficção de época “A Portuguesa”, filme inspirado no conto de Robert Musil, “Die Portugiesin” com adaptação, diálogos de Agustina Bessa-Luís. O filme tem como intérpretes, entre outros, Clara Riedenstein, Marcello Urgeghe, Rita Durão, Pierre Léon, João Vicente, Manuela de Freitas, Adelaide Teixeira, Alexandre Alves Costa e Ingrid Caven. Com direcção de fotografia de Acácio de Almeida, a música é da autoria de José Mário Branco.

Na nota de intenção de Rita Azevedo Gomes, a realizadora escreveu que “tudo o que se passa entre a Portuguesa e o marido (Von Ketten) assenta no não-dito. Ninguém sabe ao certo se realmente existiram ou não. Não é a veracidade disso que importa. Esta história, num determinado período da História, rente ao Principado Episcopal de Trento, liga-nos a uma série de factos que reflectem o tempo actual, partindo do princípio de que os nossos antepassados não eram diferentes, apenas estavam num lugar diferente. Não é tão difícil fazer do homem gótico ou do grego antigo o homem da civilização moderna.”

SINOPSE

Os von Ketten (Delle Catene, como são conhecidos no norte de Itália), disputam as forças do Episcopado de Trento. Von Ketten casa num país distante: Portugal. Durante o ano de viagem de regresso a Itália, nasce o primeiro filho. Mal chega a casa, Ketten parte para a guerra. A portuguesa recusa-se a voltar para o seu país. Passam-se onze anos e correm rumores acerca da “estrangeira”. Dizem-na uma herege. Um dia, o Bispo de Trento morre e a assinatura de paz põe fim a uma luta de gerações. A portuguesa vê regressar a casa um ser indefeso, febril, enfraquecido.


"Rita Azevedo Gomes está habituada ao confronto com a literatura. De Stefen Zweig a Barbey d'Aurevilly, à correspondência entre os poetas Sophia de Mello Breyner Andresen e Jorge de Sena. Agora é a vez de um romance de Musil, "Die Portuguiesin", um enredo aparentemente "fora de registo", no qual o medievalismo romântico se torna decadente... Partindo da prosa de Musil, Gomes devolve-nos uma sensação de abulia, uma espécie de decadência que parte da alma e atinge os músculos, quase a um ponto de desincorporação. A relação e articulação entre o feminino e o masculino representa esses diferentes estados de ânimo e diferentes inclinações. O homem é consumido no campo de batalha, enquanto a mulher se apodera de outra dimensão do mundo: a noite, o amor e a magia num plano onde o jogo dos desejos parece tornar-se inversamente proporcional à impossibilidade da acção."
(Aldo Spiniello, Sentieri Selvaggi - IT)


"Há um véu fantasmagórico sobre este mundo que no filme, naturalmente, degenera em decoração e folclore teatral. A ruiva Clara Riedenstein, como a portuguesa e Marcello Urghege como o senhor do castelo, deambulam por ali, rígidos, numa encenação que celebra um sentimento de tédio profusamente cultivado com os seus muitos planos estáticos pontualmente rompidos pelos momentos musicais de Ingrid Caven que entoa velhas canções de trovadores franceses."
(Der Tagesspiegel, Peter von Becker - AL)


"A PORTUGUESA transpõe a "lógica escorregadia da alma" no grande ecrã, para usar as palavras da dramaturgia austríaca, os movimentos ondulantes dos sentimentos interiores que habitam os personagens. Homens e mulheres subjugados por impulsos instintivos que entorpecem as consciências e turvam o raciocínio"
(Benedetta Pini, 1977 Magazine - IT)


"A PORTUGUESA, de Rita Azevedo Gomes, que tem uma direcção de arte estonteante, torna-se um dos primeiros achados desta Berlinale. A longa integra a secção Fórum e narra a luta de uma mulher, na Idade Média, para transformar um castelo em lar em um mundo comatoso de guerras."
(Rodrigo Fonseca, Almanaque Virtual - BR)


"[...] um passe de magia, uma colorida fábula medieval sobre uma dama lusa casada com um conde guerreiro, o senhor Von Ketten (ou “senhor dos grilhões”) que passa mais tempo fora de casa a guerrear, inspirada na escrita de Robert Musil, mas – sobretudo – no cinema de Manoel de Oliveira."
(Jorge Mourinha, Público - PT)

 

28-02-2019

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