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Luc Bondy

Luc Bondy

Filho de refugiados judeus, Luc Bondy nasceu em Zurique em 1948, e foi um dos maiores encenadores da Europa. Desde o final da década de 1960, e como encenador, assinou mais de 70 espectáculos, um pouco por todo o mundo. No cinema, Luc Bondy deixou uma filmografia escassa, mas composta por obras marcantes. Era, desde 2012, o director do famoso Teatro Ódeon, uma das mais importantes instituições teatrais de Paris, e como escritor tem várias obras publicadas. Luc Bondy morreu em 2015, deixando um legado importantíssimo, principalmente na área do teatro.

 Ao longo da sua carreira, cruzou-se com as mais importantes instituições teatrais europeias, como a mítica Schaubühne, o famoso Teatro de Berlim de Peter Stein, que Luc Bondy acabaria por substituir em 1985, e onde ficaria até meados da década de 1990.

O seu  também se destaca no domínio da ópera, onde se estreou em 1977, com Lulu, de Alban Berg, que encenou, mais tarde, em várias instituições europeias. Encenou Mozart, Puccini, Strauss e Verdi em cidades como Paris, Salzburgo, Florença, Milão, Londres, Viena ou Bruxelas. As suas encenações eram assiduamente apresentadas no Festival de Salzburgo – destaque para a estreia mundial de Charlotte Salomon, de Marc-André Dalbavie, em 2014. Também na Áustria, foi durante 12 anos o director para a secção de artes performativas do festival Wiener Festwochen.

No teatro, as suas encenações iam desde os clássicos de William Shakespeare até às peças contemporâneas de Samuel Beckett e Harold Pinter. No Teatro Odéon, apresentou pela primeira vez, em 1993, John Gabriel Borkman, a partir de Henrik Ibsen, seguindo-se Phèdre, de Racine, em 1998, e À Espera de Godot, de Samuel Beckett, no ano seguinte. Adaptou por duas vezes Anton Tchekhov no Odéon, primeiro em 2002 com La Mouette, e pela última vez em 2015, com Ivanov. Antes disso, em 2012, encenou também Os Belos Dias de Aranjuez, de Peter Handke, e, em 2012, Le Retour, de Harold Pinter. As Falsas Confidências, a peça que deu origem ao filme, uma adaptação de Marivaux, chegou aos palcos do Odéon em 2014, com uma reposição em Maio de 2015.

Em 1994, no Festival de Edimburgo, apresentou The Hour We Knew Nothing of Each Other, a partir de um texto de Peter Handke, com 33 actores no palco, interpretando mais de 400 papéis, num único acto.

Esteve por duas vezes em Portugal, no Festival de Almada, a primeira das quais em 2000, com uma encenação da peça À Espera de Godot de Samuel Beckett, que foi mostrada no Porto e em Lisboa em Julho do mesmo ano. Voltou ao Festival de Almada em 2009, com uma encenação de As Criadas, de Jean Genet, protagonizada pela actriz Edith Clever.

Na sua filmografia, composta por várias obras, incluindo filmes para a televisão, destaca-se em primeiro lugar Térre étrangere, de 1988, com Michel Piccoli e Bulle Ogier, apresentado nesse ano no Festival de Cannes, na secção Un Certain Regard, e que resulta da encenação da peça homónima de Arthur Schnitzler. Também com Bulle Ogier, realizou o telefilme Le Chemin solitaire, em 1990. Em 2003, escreveu o argumento de Pornografia, um thriler em torno de dois intelectuais, realizado por Jan Jakub Kolski. O filme competiu pelo Leão de Ouro no Festival de Veneza e venceu vários prémios da Academia Polaca de Cinema. No ano seguinte, escreveu e realizou Ne fais pas ça!, protagonizado pela actriz e realizadora Nicole Garcia.

As Falsas Confidências, de 2015, foi o seu último filme. Nele transforma num filme a peça de teatro  homónima que encenou no Odéon - Bondy filmava de dia o que punha em cena à noite. Protagonizado por Isabelle Huppert e Louis Garrell, As Falsas Confidências foi filmado no próprio teatro e em jardins circundantes, colocando os seus protagonistas em locais insólitos, inventado uma nova dinâmica entre o teatro e o cinema. O filme foi exibido no Festival de Locarno, Fora de Competição.

Em 1997, Luc Bondy foi distinguido com o Anel Reinhart-Ring, um importante prémio suíço na área do teatro, que desde 1957 distingue uma personalidade notável da área e que deve o seu nome ao poeta Hans Reinhart e, nesse ano, foi membro do júri do Festival de Cannes. No ano seguinte, recebeu o Prémio Theaterpreis Berlin pelo seu trabalho extraordinário no teatro em língua alemã. Ao longo da sua carreira, recebeu cinco nomeações para os Moliéres, os prémios franceses do teatro.

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