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A Doce Vida La Dolce Vita

Um filme de Federico Fellini com Marcello Mastroianni, Anita Ekberg, Anouk Aimée

Obra maior de um dos cineastas italianos mais populares de todos os tempos, A Doce Vida é um retrato da cultura do estrelato, com um protagonista no encalço do sedutor estilo de vida das ricas e glamorosas celebridades que, em plena era da sociedade do espectáculo, se exibem em Roma. O mirone desse espetáculo mundano chama-se Marcello Rubini (Marcello Mastroianni) e, na qualidade de jornalista de mexericos, explora as periferias dos holofotes. A autenticidade do filme deve-se, em parte, ao “estudo” que Fellini dedicou, durante um verão inteiro, à vivência das estrelas, e, ainda, à dimensão autobiográfica da personagem de Marcello, evocação dos primeiros tempos de Fellini em Roma, onde começou por trabalhar como jornalista. Para sempre lembrado pela imagem icónica de Anita Ekberg na Fontana di Trevi, A Doce Vida é uma ode à cidade de Roma, mostrando-nos as suas fachadas opulentas e vibrantes para depois nos revelar a progressiva decadência no seu cerne.


La Dolce Vita continua a ser uma chave da abóboda da cultura e imaginação do séc. XX.
Fellini: O filme, o seu título, a sua imagem, são inseparáveis de Anita Ekberg.”
Fellini por Fellini

1960 | Itália, França | M/12 | Cópia Restaurada | 2h48 | Drama | Longa-metragem

Festivais e prémios

Festival de Cannes 1960 – Palma de Ouro

Prémios David di Donatello 1960 – Melhor Realização

Óscares 1962 – Melhor Guarda-Roupa; Nomeação para Melhor Realização, Melhor Argumento Original, Melhor Direcção de Arte

Actores e ficha técnica

Elenco: Marcello Mastroianni, Anita Ekberg, Anouk Aimée, Yvonne Furneaux


Argumento: Federico Fellini, Ennio Flaiano, Tullio Pinelli, Brunello Rondi
Direcção de Fotografia: Otto Martelli
Montagem: Leo Catozzo
Produção: Giuseppe Amato, Angelo Rizolli
Distribuição: Leopardo Filmes

Biografia do realizador

Federico Fellini nasceu a 20 de Janeiro de 1920, em Rimini, e morreu em Roma, a 31 de Outubro de 1993. Durante a infância, o jovem Federico divertia-se a desenhar caricaturas e a encenar espectáculos com fantoches, com o mundo do circo como uma das suas grandes paixões. Chegou a Roma em 1939 para estudar direito (apenas para agradar os seus pais, já que não há registos da sua presença numa única aula), mas acabou por encontrar trabalho na revista de humor Marc’Aurelio, onde tinha uma coluna. A revista permitiu-lhe um emprego estável e o contacto com vários escritores e argumentistas, como Cesare Zavattini e Ettore Scola, e daí passou a desempenhar trabalhos ocasionais na Cinecittà. Entre os seus vários ofícios, Fellini escreveu também para a rádio, onde conheceu, em 1942, a sua futura esposa, Giulietta Masina, que dava voz às suas histórias. Depois da libertação de Roma, trabalhou com Roberto Rossellini, um dos grandes nomes do neo-realismo, como argumentista e assistente de realização em vários dos seus filmes, como Roma, Cidade Aberta (1945); Paisà – Libertação (1946); O Amor (1948), para o qual escreveu o segundo episódio, onde também é actor; e O Santo dos Pobrezinhos (1950). Também em 1950, Fellini co-realizou, com Alberto Lattuada, Luzes da Ribalta, o seu primeiro filme. Dois anos depois, realiza a sua primeira longa-metragem “a solo”, O Sheik Branco. Nos anos seguintes, realizou várias obras que o cimentaram como um dos mais importantes cineastas italianos: Os Inúteis (1953); A Estrada (1954) e As Noites da Cabíria (1957), ambos protagonizados por Giulietta Masina e vencedores do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Este último representa, para Fellini, o primeiro sinal de uma superação das matrizes dramáticas que herdou do neo-realismo. O filme que se seguiu, A Doce Vida (1960), ode a Roma e retrato cáustico da sociedade italiana, foi um estrondoso sucesso: venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, quebrou recordes de bilheteira em Itália e é hoje considerado uma das obras-primas do cinema italiano, e um dos melhores filmes de sempre. A partir daqui, e informado por leituras de Carl Jung, as suas obras afirmam-se enquanto explorações da relação entre a memória e o sonho, entre o desejo e o inconsciente, aliadas a um estilo barroco, fantástico, sempre com o encanto que herdou da sua paixão pelo circo. Em 1963, realizou Fellini 8 ½, épico autobiográfico sobre a crise artística de um realizador. O filme deu a Fellini o seu terceiro Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e é uma das suas obras maiores. Nesta fase da sua carreira, imensamente produtiva, realizou obras como Julieta dos Espíritos (1965); Fellini Satyricon (1969); Roma (1972); e Amarcord (1973), que lhe valeu novo Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. A Voz da Lua (1989) foi o seu último filme. Um dos maiores cineastas da história do cinema, digno do seu próprio adjectivo – “felliniano” –, construiu, ao longo da sua obra, um universo poético inconfundível que nos revela a condição humana através de um olhar extravagante e inimitável, sempre aberto ao sonho e à imaginação.

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