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O Leito Conjugal Una storia moderna: l’ape regina

Um filme de Marco Ferreri com Ugo Tognazzi, Marina Vlady, Walter Giller, Linda Sini

Com O Leito Conjugal, Ferreri vem renovar e trazer novo alento à comédia italiana. A Abelha Rainha do título original é Regina (Marina Vlady, que recebeu o prémio de Melhor Actriz em Cannes), uma jovem educada sob os preceitos da virtude e da religião, que se casa com um homem com o dobro da sua idade, Alfonso (Ugo Tognazzi, que se tornaria um dos actores favoritos de Ferreri). Incapaz de acompanhar o apetite sexual da jovem mulher, acaba relegado a um canto. O guião desta fábula irreverente sobre o casamento como instituição à sombra do catolicismo reinante foi apreendido e o filme proibido, o que acabou por lhe garantir um grande sucesso.

1963 | Itália, França | M/12 | Cópia Restaurada | 1h33 | Comédia, Drama | Longa-metragem

Festivais e prémios

Festival de Cannes 1963 – Selecção Oficial em Competição – Melhor Actriz (Marina Vlady)

Globos de Ouro 1964 – Nomeação para Melhor Actriz (Drama)

Actores e ficha técnica

Elenco: Ugo Tognazzi, Marina Vlady, Walter Giller, Linda Sini, Riccardo Fellini


Argumento: Marco Ferreri, Rafael Azcona (a partir de uma ideia de Goffredo Parise)
Direcção de Fotografia: Ennio Guarnieri
Montagem: Lionello Massobrio
Produção: Henryk Chroscicki, Alfonso Sansone
Distribuição: Leopardo Filmes

Biografia do realizador

Marco Ferreri nasceu em Itália, em 1928. Estudou medicina veterinária, mas decidiu enveredar pelo cinema, onde começou como argumentista e produtor. Em 1958, em Madrid, co-realizou, com Isidoro M. Ferry, a sua primeira longa-metragem, El pisito. O filme ganhou o Prémio FIPRESCI no Festival de Locarno. Em 1963, regressado a Itália, realizou O Leito Conjugal. O filme marcou o seu compromisso total com o cinema e foi estreado na Competição Oficial do Festival de Cannes, onde Marina Vlady ganhou o Prémio de Melhor Actriz. Na estreia em Itália, o filme foi censurado e só em 1984 é que a versão completa foi disponibilizada. No ano seguinte, A Mulher-Macaco também foi estreado na Competição Oficial do Festival de Cannes. Dillinger Morreu (1969) e A Grande Farra (1973) foram ambos estreados no Festival de Cannes na Competição Oficial. Este último em particular causou um grande escândalo aquando da sua projecção e é o seu filme mais conhecido. Outras obras relevantes incluem Liza, a Submissa (1972), Não Toques na Mulher Branca (1974) e O Refúgio das Crianças (1979), que ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim. Ferreri apresenta uma obra ecléctica e surpreendente, altamente provocadora, composta por sátiras contundentes e melodramas poderosos. Os seus filmes têm uma visão crítica e delirante do seu tempo, simultaneamente engraçada e sombria. Há quem o defina como o cineasta do “filme-escândalo”. Morreu em 1997, um ano depois de realizar Nitrato d’argento.

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