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O Profeta Il profeta

Um filme de Dino Risi com Vittorio Gassman, Ann Margret, Oreste Lionello, Liana Orfei

Pietro, cansado da vida moderna e do consumismo da sociedade contemporânea, decide viver uma vida de eremita e refugia-se no Monte Soratte, perto de Roma. Um dia, é descoberto por uma equipa de televisão que, contra a sua vontade, decide relatar a sua história. Pietro vê-se arrastado de volta à civilização. Uma comédia delirante, por vezes cínica, sobre este inferno moderno da sociedade de consumo, entre a alienação, a publicidade, a comunicação social, a poluição, como uma espécie de espelho impiedoso onde ninguém escapa. Com um irresistível Gassman numa túnica de lã a personificar o profeta do título.

1968 | Itália | M/12 | Cópia Restaurada | 1h29 | Comédia | Longa-metragem

Actores e ficha técnica

Elenco: Vittorio Gassman, Ann Margret, Oreste Lionello, Liana Orfei


Argumento: Ruggero Maccari, Dino Risi, Ettore Scola
Direcção de Fotografia: Alessandro D’Eva
Montagem: Marcello Malvestito
Produção: Pio Angeletti
Distribuição: Leopardo Filmes

Biografia do realizador

Dino Risi nasceu em Milão, em Dezembro de 1912, e morreu em Roma, em Junho de 2008. Estudante de medicina e, mais tarde, psiquiatria, o cinema apareceu-lhe como que um acidente, quando conheceu o realizador Alberto Lattuada na loja de um amigo. A partir daí, foi assistente de realização em vários filmes, de realizadores como Lattuada, Mario Soldati e Luigi Comencini. Em 1946, ingressou pela realização e assinou várias curtas-metragens documentais. Realizou a sua primeira longa-metragem em 1950, Il siero della verità, documentário sobre os pacientes de um hospital milanês. Dois anos depois, estreou a sua primeira longa-metragem de ficção, Vacanze col gangster. Durante os anos 50, realizou várias comédias que se revelaram sucessos, como O Signo de Vénus (1955), nomeado para a Palma de Ouro no Festival de Cannes; O Viúvo Alegre (1959), e Uma Vida Difícil (1961), acompanhado por actores que se tornariam colaboradores regulares: Vittorio Gassman (com quem fez 16 filmes), Sophia Loren, Ugo Tognazzi, Alberto Sordi, Nino Manfredi, entre outros. Em 1962, realizou A Ultrapassagem, protagonizado por Gassman e um jovem Jean-Louis Trintignant, hoje considerado uma das suas obras-primas e um dos principais exemplos da commedia all’italiana. Até aos anos 90, Risi teve uma carreira fértil, com particular destaque para Os Monstros (1963), O Profeta (1968), e Perfume de Mulher (1974), pelo qual Gassman ganhou o Prémio de Melhor Actor no Festival de Cannes, nomeado para os Óscares de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Argumento Adaptado. Em 2002, Risi recebeu um Leão de Ouro pelo conjunto da sua obra. Considerado por muitos o “pai da comédia italiana”, foi, ao lado de Ettore Scola, Mario Monicelli e Luigi Comencini, um dos mestres deste género que rompeu com o neo-realismo informado pela guerra e dirigiu a sua atenção para a Itália em crescimento. As suas obras são caricaturas ferozes de uma sociedade em aguda transformação, das quais ninguém escapava. Risi soube aliar o espírito popular e o rigor, o humor atrevido e o moralismo, e os seus filmes são considerados o zénite da commedia all’italiana.

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