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Ouistreham — Entre Dois Mundos Ouistreham

Um filme de Emmanuel Carrère com Juliette Binoche, Hélène Lambert

Juliette Binoche interpreta Marianne Winckler, que se infiltra no mundo do negócio dos trabalhos de limpeza para investigar a realidade da precariedade laboral em França. Nesta adaptação livre do livro Le Quai de Ouistreham, da grande figura do jornalismo de reportagem Florence Aubenas, “lúcida crónica social” que quer tornar “visíveis os invisíveis”, Emmanuel Carrère, cineasta e um dos mais importantes escritores franceses, transforma a protagonista numa escritora de modo a tornar o registo menos neutro e observacional (como seria próprio de um jornalista). Neste filme que testemunha uma realidade dura e muitas vezes cruel, e ao mesmo tempo interroga o modo de a contar, Binoche contracena com actrizes não profissionais que trabalham nos serviços de limpeza, e talvez por isso a intensidade das situações seja tão vívida. Em França já ultrapassou os 400 mil espectadores. E continua a cativar o público.

2021 | França | M/12 | 107 min | Drama | Longa-metragem

Festivais e prémios

Festival de Cannes – Quinzaine des Réalisateurs

Festival San Sebastián 2021 – Prémio do Público para Melhor Filme Europeu

Crítica

«Inesquecível... Um dos melhores desempenhos na carreira de Juliette Binoche.»

Evening Standard

«Um filme comovente e simples.»

Positif

Actores e ficha técnica

Juliette Binoche

Hélène Lambert


Argumento: Emmanuel Carrère, Hélène Devynck
Director de Fotografia: Patrick Blossier
Produção: Cinéfrance Studios, Curiosa Films, France 3 Cinéma

Distribuição: Leopardo Filmes

Biografia do realizador

Nascido a 9 de dezembro de 1957, em Paris, neto de imigrantes russos e filho da historiadora Hélène Carrère d’Encausse, Emmanuel Carrère estudou Ciência Política e fez crítica de cinema para a Positif e para a Télérama antes de publicar, em 1984, o seu primeiro livro, Bravoure. Em 1998, assina o argumento da adaptação ao cinema, por Claude Miller, do seu thriller psicológico La Classe de Neige, uma novela narrada num tom quase clínico que conheceu na tradução portuguesa o título de Pesadelo na Neve. Em 2002, Nicole Garcia adaptaria um dos seus melhores livros, O Adversário, sobre um caso real que abalou a França e que serviu também de inspiração a Laurent Cantet em L’Emploi du Temps. Mas só se estreou na realização em 2003 com o documentário Retour a Kotelnitch, um tour de force sobre um prisioneiro de guerra húngaro que passou 55 anos, esquecido por todos, num hospital psiquiátrico, a que se seguiu a adaptação homónima do seu romance La Moustache.

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