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Cinemateca Portuguesa dedica ciclo integral a Paulo Branco
O ciclo, intitulado «Paulo Branco ou a Vã Glória de Produzir» (e o «mais colossal» que a Cinemateca alguma vez organizou), começa já neste mês de Setembro, com a exibição de NON, OU A VÃ GLÓRIA DE MANDAR (11 Setembro, 19h), uma das obras-primas de Manoel de Oliveira, e durará, pelo menos, dois anos e meio.
Ao todo, o programa será composto por cerca de 270 longas-metragens, que Paulo Branco produziu ao longo de mais de 45 anos, entre 1980 e a actualidade. Serão exibidos dez filmes por mês, escolhidos e programados sem ordem cronológica nem agrupados por realizador.
O produtor estará presente em vários momentos, inclusive numa conversa mais desenvolvida, a acontecer com regularidade mensal (a de Setembro ocorre antes da sessão de BRANCA DE NEVE, no dia 30, às 18h), e noutros, consoante a sua disponibilidade e tendo em conta a presença de convidados (como a actriz e realizadora Fanny Ardant, presente na sessão do seu CINZAS E SANGUE, no dia 18, às 19h).
O ciclo inclui ainda um preâmbulo que ilustra a primeira etapa de Paulo Branco no cinema, com a apresentação de cinco dos filmes que programou no cinema Action République, em Paris, na década de 70.
Em Setembro, serão assim exibidos NON OU A VÃ GLÓRIA DE MANDAR (1990), de Manoel de Oliveira; BRITISH SOUNDS (1969), do Grupo Dziga Vertov; TRÁS-OS-MONTES (1976), de António Reis e Margarida Cordeiro; A SALAMANDRA (1971), de Alain Tanner; L’HYPOTHÈSE DU TABLEAU VOLÉ (1979), de Raúl Ruiz; CINZAS E SANGUE (2009), de Fanny Ardant; OXALÁ (1980), de António-Pedro Vasconcelos; BORDER LINE (1992); AMOR DE PERDIÇÃO (1978), de Manoel de Oliveira; e BRANCA DE NEVE (2000), de João César Monteiro.
Já em Outubro, serão apresentados LIBERDADE (2000), de Sharunas Bartas; ORDEM MORAL (2020), de Mário Barroso; O CASAMENTO A TRÊS (2010), de Jacques Doillon; BAZAR (2009), de Patricia Plattner; O HOMEM QUE PERDEU A SOMBRA (1991), de Alain Tanner; FRANCISCA (1981), de Manoel de Oliveira; LOIN DE MANHATTAN (1981), de Jean-Claude Biette; A PRAIA NEGRA (2001), de Michel Piccoli; A CRIANÇA (2022), de Marguerite de Hillerin e Félix Dutilloy-Liégeois; e NO DIA DOS MEUS ANOS (1992), de João Botelho.


