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Filmes de Agnieszka Holland e Gianfranco Rosi distribuídos pela Leopardo Filmes, nas shortlists dos Óscares

Charlatão, o novo filme da realizadora polaca Agnieszka Holland, está na shortlist do Óscar de Melhor Filme Internacional, e Notturno, do italiano Gianfranco Rosi, na shortlist de Melhor Documentário. Os dois filmes, distribuídos pela Leopardo Filmes, estrearão em breve.


Charlatão, que estreou no festival de Berlim em 2020, e que também fez parte da Selecção Oficial fora de Competição na última edição do LEFFEST, onde foi apresentado pela realizadora, inspira-se na vida de Jan Mikolášek (1889-1973), um curandeiro checo que tratou centenas de pessoas utilizando remédios naturais, e tem como pano de fundo as duas Grandes Guerras e as três mudanças de regime que marcaram o contexto sócio-político da Checoslováquia ao longo do século XX. Apesar do seu dom para o diagnóstico e para a cura, os métodos pouco convencionais de Mikolášek nem sempre foram bem recebidos pela sociedade e pelo regime, tendo por isso sido qualificado como “charlatão”. A realizadora Agnieszka Holland, com uma vasta obra aclamada internacionalmente, e que foi já nomeada para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro com Fuga na Escuridão (2011), explora neste seu novo filme a relação entre o pessoal e o político, entre a passagem do tempo e a imperfeição humana.


Notturno teve a sua estreia mundial no festival de Veneza, onde esteve em Competição. Rosi, que também já foi nomeado para o Óscar do Melhor Documentário com o seu filme anterior, Fogo no Mar (2016, Urso de Ouro na Berlinale desse ano, também distribuído pela Leopardo Filmes), está bem posicionado para receber nova nomeação. Notturno foi filmado ao longo de três anos no Médio Oriente, nas fronteiras entre o Iraque, o Curdistão, a Síria e o Líbano, numa zona flagelada pela tragédia sem fim de guerras civis, ditaduras ferozes, invasões estrangeiras e a intervenção criminosa e apocalíptica do ISIS. Em entrevista, o realizador afirmou que ao longo deste tempo foi encontrando várias pessoas que viviam naquelas zonas de guerra e quis contar as suas histórias, mostrar a sua vida quotidiana para além do conflito, as suas tentativas para refazer a sua existência em locais onde o eco da guerra está constantemente presente, como um pesado fardo, que impossibilita qualquer plano para o futuro. Trazendo para o primeiro plano a humanidade daqueles que vivem ao longo das fronteiras que separam a vida do inferno, Notturno é um filme de luz feito com a matéria sombria da história.

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