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Luis Buñuel - O Período Francês, em DVD digipack

A Leopardo Filmes lança hoje um extraordinário pack de 8 obras-primas de Luis Buñuel, um dos maiores cineastas de todos os tempos.


A caixa de 6 discos inclui os filmes Diário de Uma Criada de Quarto (1963, cópia restaurada), A Bela de Dia (1967, cópia restaurada), A Via Láctea (1969, cópia restaurada), O Charme Discreto da Burguesia (1972, cópia restaurada), Este Obscuro Objecto do Desejo (1977, cópia restaurada) e O Fantasma da Liberdade (1974, cópia restaurada), e ainda os seus dois primeiros filmes, Um Cão Andaluz (1929) e A Idade de Ouro (1930).


São os filmes do regresso à Europa, os do seu encontro decisivo com o produtor Serge Sylberman e com o escritor e argumentista Jean-Claude Carrière, que começaria com Diário de uma Criada de Quarto (com Jeanne Moreau), o início de uma bela e frutuosa ligação, que duraria até ao final da sua vida. Juntos, construíram aquele que foi o seu maior êxito de bilheteira, A Bela de Dia, com Catherine Deneuve; A Via Láctea (1969), “uma colagem perversa”; O Charme Discreto da Burguesia, outro dos seus grandes sucessos, Óscar para o Melhor Filme Estrangeiro; O Fantasma da Liberdade, mais um lendário êxito comercial, e Este Obscuro Objecto do Desejo, o seu último filme, o “topus perfeito de tão longa e acidentada opus”, como escreveu João Bénard da Costa, que acrescentaria ser este “um dos Buñuel maiores, obra-chave, obra decisiva”.


Buñuel, que começou por ser escritor e em 1928, já a viver há alguns anos em Paris, aderiu ao movimento surrealista, no qual esteve com Breton, Aragon, Éluard, Dalí, Magritte, Max Ernst, Man Ray ou Tanguy, com dinheiro emprestado pela mãe, realizou, em 1929, o seu primeiro filme, Un Chien andalou / Um Cão Andaluz, que escreveu a meias com Dalí e foi “o primeiro filme inteiramente surrealista”. Seguiu-se L’Âge d’or / A Idade de Ouro (1930), financiado pelo visconde de Noailles, que na sua estreia causou imenso escândalo e foi retirado de cartaz “por razões de ordem pública”. A sua exibição esteve proibida durante cinco décadas, tendo durante esse tempo tido apenas projecções privadas, no que foi, como refere João Bénard da Costa, “o mais longo caso de censura da história do cinema”. E acrescenta: “Mas a sua reputação foi imediatamente mítica e deu a Buñuel uma aura imensa”. Como escreveu o poeta Octavio Paz, outro dos seus grandes admiradores e que por várias vezes escreveu sobre ele, o trabalho de Buñuel é “o casamento entre a imagem fílmica e a imagem poética, criando uma nova realidade… escandalosa e subversiva”.


Numa entrevista, Jean-Claude Carrière dizia que “um verdadeiro Mestre é alguém que podemos consultar depois da sua morte e que Buñuel continuava a ter uma presença constante na sua existência”.  Não apenas por causa dos argumentos que com ele escreveu, mas também na sua vida do dia-a-dia. E concluía: “O primeiro plano que Buñuel rodou é o de um olho cortado em Um Cão Andaluz. O seu último plano é o de uma mulher numa montra, que recose uma seda ensanguentada sob o olhar de Fernando Rey e de Carole Bouquet, fascinada. […] Que coisa estranha… A obra de Buñuel abre com um rasgão e fecha com uma cerzidura, um conserto.”


O pack encontra-se à venda na loja online da Leopardo Filmes, no Cinema Medeia Nimas e nas lojas FNAC Portugal.

PVP: 44,99€


«Se fosse preciso resumir uma história crucial do cinema à obra de dez cineastas, a de Luis Buñuel seria uma delas: retratou, como ninguém, todos os fantasmas da (nossa) liberdade.» Luís Miguel Oliveira, Público


«Buñuel sempre foi um observador atento e implacável das desigualdades nas relações humanas, como o provam, por exemplo, títulos de "estilos" tão diversos como A Febre Sobe em El Pao (1959), Simão do Deserto (1965) ou A Via Láctea (1969)» João Lopes, DN


UM CÃO ANDALUZ (1929)

Um homem afia uma lâmina de barbear, antes de com ela cortar o olho de uma mulher jovem e impassível. Um ciclista cai. Uma mulher e um homem observam um andrógino e uma mão cortada, e depois acariciam-se. Passado um ano, chega outro homem que ordena ao primeiro que saia da cama. Tudo acaba numa praia onde a mulher encontra um terceiro homem.

Com argumento de Luis Buñuel e Salvador Dali.


A IDADE DO OURO (1930)

Numa ilha deserta vivem escorpiões e bandidos, ao pé de esqueletos de bispos deixados ao sol. Um cortejo oficial desembarca na ilha, para celebrar o lançamento da primeira pedra da Roma imperial. A cerimónia é perturbada por um casal que se abraça e rola na lama. O homem é preso mas foge, reencontrando a amada numa festa. Enquanto isto acontece, no castelo de Selliny Cristo parece satisfeito por participar nas cerimónias dos Cento e Vinte Dias de Sodoma.


DIÁRIO DE UMA CRIADA DE QUARTO (1963)

Cópia digital restaurada

Adaptação do romance de Octave Mirbeau. Uma mulher parisiense torna-se criada de uma família da burguesia rural. Inicialmente, limita-se a observar as excentricidades dos patrões, mas em breve irá interferir e alterar a vida destes.


A BELA DE DIA (1967)

Cópia digital restaurada

Séverine, uma jovem burguesa, decide prostituir-se (mas só à tarde...). Os singulares encontros com as perversões dos seus clientes permitem-lhe materializar as suas próprias fantasias.


A VIA LÁCTEA (1969) 

Cópia digital restaurada

Dois peregrinos partem a caminho de Santiago de Compostela, numa viagem no espaço que se desdobra pelo tempo e lhes permite percorrer os grandes dogmas do catolicismo.


O CHARME DISCRETO DA BURGUESIA (1972)

Cópia digital restaurada

Dois casais de amigos querem jantar juntos, mas vêm-se sucessivamente impedidos de o fazer devido a uma série de impossibilidades e intromissões, tanto cómicas como violentas.


ESTE OBSCURO OBJECTO DO DESEJO (1977)

Cópia digital restaurada

A partir do romance de Pierre Louÿs “La femme et le pantin”, Buñuel conta a história do desejo insaciável de um burguês de Sevilha pela criada virgem que o deixa numa permanente expectativa.


O FANTASMA DA LIBERDADE (1974)

Cópia digital restaurada

Uma série de histórias sucedem-se umas às outras, sempre sem conclusão, num encadeado de sequências surreais e personagens autónomas, que criticam a moralidade e a sociedade.

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