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Retrospectiva CHRISTIAN PETZOLD: ‘Os Corpos e os Fantasmas’

Nós, os alemães, contamos sempre a realidade através dos mitos.

Christian Petzold


O cineasta Christian Petzold (n. 1960) é, nos dias de hoje, uma figura fundamental do cinema alemão contemporâneo. Depois do apogeu do Novo Cinema Alemão, seguiram-se alguns anos de “estiagem” na sequência da morte de Fassbinder, do “desvio” americano de Wenders e da errância de Herzog. Mas entre os finais dos anos 90 e o ano 2000, o cinema alemão ganhava nova vida, quando surgiu um filme seminal, espantoso e singular, Die innere Sicherheit / The State I Am In (que, curiosamente, Petzold filmou parcialmente em Portugal). Nesta história de um casal de terroristas que vive na clandestinidade com a sua filha adolescente estão já várias das linhas que o cinema de Petzold seguirá, entre elas a relação com a História alemã e os fantasmas do seu passado. O seu trabalho começara ainda antes, com o intrigante Pilotinnen (1995), depois de algumas curtas e documentários. Realizado para a televisão [“…na televisão trabalhava-se com rapidez e pouco dinheiro, fazia-me sentir como Ulmer ou Samuel Fuller na série B e eu gostava disso.”, entrevista a LMO, Público], contou com a colaboração de Harun Farocki, que fora seu professor e com quem Peztold começara a colaborar em alguns documentários, e que viria a ser o mais próximo colaborador dos seus filmes até à sua morte, em 2014.

 
Entre a aproximação à História recente da Alemanha com filmes “de época” (tanto quanto podemos assim chamar-lhe na obra de Petzold) como Bárbara (2012, Urso de Prata na Berlinale, sobre a RDA) ou Phoenix (2014, a Segunda Grande Guerra), a “vigilância” em obras como os já referidos Pilotinnen (aqui, versus a solidariedade no local de trabalho) ou Die innere Sicherheit, o neo-liberalismo que tomou conta da Alemanha, o cinema como “armazém da memória”, o exílio, protagonistas em fuga no recente Em Trânsito [2018; este já sem Farocki, mas como se a sua sombra estivesse presente nesta adaptação aos nossos tempos de um livro de Anna Seghers no qual ambos há muito tempo desejavam trabalhar. Petzold dedica-lhe o filme], a obra daquele que é também o cineasta mais conhecido da chamada Escola de Berlim tem sido recentemente foco de algumas retrospectivas internacionais, no Centre Pompidou em Paris, ou no Lincoln Center em Nova Iorque. Petzold esteve presente na última semana em Lisboa, para apresentar a sua obra, numa retrospectiva que o LEFFEST – Lisbon & Sintra Film Festival lhe dedicou e que agora mostramos, numa oportunidade rara e única, também no Porto, no Teatro Campo Alegre, entre 28 de Novembro e 4 de Dezembro.


Quinta, 28 Nov. 18h30 e 22h

JERICHOW, 2008 (leg. PT)
 
Sexta, 29 Nov. 18h30 e 22h
EM TRÂNSITO
, 2018 (leg. PT)
 
Sábado, 30 Nov. 15h30 e 22h
PHOENIX
, 2014 (leg. PT)


Sábado, 30 Nov. 18h30
DIE INNERE SICHERHEIT / THE STATE I AM IN
, 2000 (leg. ING) 
 
Domingo, 1 Dez. 15h30 e 18h30
YELLA
, 2007 (leg. PT)


Domingo, 1 Dez. 22h
GESPENSTER / FANTASMAS
, 2001 (leg. ING)
 
Segunda, 2 Dez. 18h30
CUBA LIBRE
, 1996 (leg. ING)


Segunda, 2 Dez. 22h
BÁRBARA
, 2012 (leg. PT)
 
Terça, 3 Dez. 18h30.
PILOTINNEN
, 1995 (leg. ING)


Terça, 3 Dez. 22h
EM TRÂNSITO
, 2018 (leg. PT)
 
Quarta, 4 Dez. 18h30
JERICHOW
, 2008 (leg. PT)
 

Bilhetes: 5 euros (Tripass: 4 euros)

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