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Laurence Ferreira Barbosa

Laurence Ferreira Barbosa

Depois de terminar o curso de cinema na universidade Paris VIII, e graças ao GREC (Groupement de Recherche et d’essais Cinématographiques), Laurence Ferreira Barbosa iniciou a sua carreira no cinema em 1982, com a curta-metragem Paris-Ficelle, bastante bem-recebida e com a qual obteve o prémio especial do júri no Festival de Belfort.
 
Seguiram-se duas outras curtas-metragens, igualmente premiadas, Adèle Frelon est-elle là?, Grande Prémio no Festival de Clermont-Ferrand, seguida por Sur les talus, nomeada para os Césares em 1987. Paralelamente, foi assistente de realização de Laurent Perrin e Michèle Rosier.
 
Em 1993, realizou a sua primeira-longa metragem, As Pessoas Normais Não Têm Nada de Especial (Les gens normaux n’ont rien d’exceptionnel), retrato emotivo e divertido de uma jovem depressiva, internada num hospital psiquiátrico. Esta primeira obra, produzida por Paulo Branco, conquistou a crítica e o público, e revelou uma jovem actriz, Valeria Bruni-Tedeschi, que partilhou o protagonismo com Melvil Poupaud, e que com este filme recebeu o César para Melhor Esperança Feminina. Este filme esteve em Competição no Festival de Locarno, estreou com sucesso em vários países e obteve vários prémios.
 
No ano seguinte, foi convidada pela ARTE para realizar um dos volumes da série Tous les garçons et les filles de leur âge, com o qual ganhou o prémio do Público no Festival de Belford. E se a questão da relação com a norma já era o tema central da sua primeira longa-metragem, regressa a ele na segunda, Detesto o Amor (J’ai horreur de l’amour), de 1997, também pela mão de Paulo Branco, filme com o qual ganhou o prémio do melhor filme revelação francês, no Festival de Cannes. A personagem central é protagonizada por Jeanne Balibar, uma médica perturbada por dois pacientes, um hipocondríaco e outro seropositivo.
 
De seguida, e com o mesmo produtor, lançou-se num projecto mais ambicioso, a sua terceira longa-metragem, La Vie moderne (2000), no qual segue, em paralelo, o destino de três personagens em crise, um deles protagonizado por Isabelle Huppert.
 
Depois de em 2001, ter realizado mais um telefilme para a ARTE, Motus, em 2004 realiza uma adaptação do romance do americano Westlake, Ordo, protagonizada por Marie-Josée Croze, no papel de uma actriz misteriosa. Integralmente filmada em Portugal, esta obra foi selecionada para a Cometição do Festival de Locarno.
 
Quatro anos mais tarde, regressa com Ou Morro, ou Fico Melhor (Soit je meurs, soit je vais mieux), uma crónica sobre a adolescência que explora os limites entre a realidade e a fantasia, selecionado para o Festival de Londres e para o Festival de Moscovo.
 
Laurence Ferreira Barbosa é igualmente co-autora do documentário português Volta à Terra (2014), de João Pedro Plácido, vencedor do Prémio de Melhor Longa-metragem, Portuguesa no Doclisboa, e selecionado e premiado em dezenas de festivais internacionais de cinema.

Filmografia:

Filmografia selecionada:


TODOS OS SONHOS DO MUNDO (2017)
Com: Paméla Constantino Ramos, Rosa da Costa, António Torres Lima, Mélanie Pereira, Lola Vieira, Alexandre Prince, David Murgia
 
OU MORRO, OU FICO MELHOR/ SOIT JE MEURS, SOIT JE VAIS MIEUX (2008)
Com: Florence Thomassin, François Civil
Festivais e Prémios: Festival de Londres 2008 – Selecção Oficial
Festival de Moscovo 2009 – Selecção Oficial
 
ORDO (2004)
Com: Roschdy Zem, Marie-José Croze, Marie-France Pisier
Festivais e Prémios: Festival de Locarno 2004 - Competição
 
LA VIE MODERNE (1999)
Com:  Isabelle  Huppert,  Frédéric  Pierrot,  Lolita  Chammah,  Juliette  Andréa,  Jean-Pierre  Gos,  Robert Kramer, Aurélien Recoing
Festivais e Prémios: Torino International Festival of Young Cinema 2000 – Nomeação para o Prémio Cidade de Torino
 
DETESTO O AMOR/ J’AI HORREUR DE L’AMOUR (1997)
Com : Jeanne Balibar, Jean-Quentin Châtelain, Laurent Lucas, Bruno Lochet, Alexandra London, Eric Savin, Luc Moullet
Festivais e Prémios:
Festival de Cannes 1997 – Prémio Melhor Filme-Revelação Francês
 
AS PESSOAS NORMAIS NÃO TÊM NADA DE EXTRAORDINÁRIO/ LES GENS NORMAUX N’ONT RIEN D’EXCEPTIONNEL (1993)
Com: Valéria Bruni-Tedeschi, Melvil Poupaud, Marc Citti, Claire Laroche, Frédéric Diefenthal
Festivais e Prémios:
Festival de Locarno 1993 – Competição; Menção Especial do Júri Ecuménico
Césares 1994 – Vencedor do César para Melhor Esperança Feminina, nomeado para os Césars de Melhor Primeira Obra e Melhor Esperança Masculina
Prémio Geroges-Sadoul 1993
Prémio Cyril Collard 1993
Prémio Glaces Gervais 1994

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