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O Incompreendido Incompreso (Vita col figlio)

Um filme de Luigi Comencini com Anthony Quayle, Stefano Colagrande, Simone Giannozzi

John, um diplomata britânico em Florença, perde a sua esposa. Quando chega à altura de explicar aos seus dois filhos a ausência da sua mãe, escolhe contar a verdade apenas ao mais velho, Andrea, poupando o frágil Milo, ao qual mostra toda a sua ternura. Andrea luta para comunicar com o seu pai. O mais célebre da admirável série de filmes que Comencini dedicou à infância, e uma das mais belas obras sobre a pré-adolescência, O Incompreendido revela, com uma sensibilidade rara, digna do olhar de uma criança, a fragilidade dos laços familiares e a solidão de uma infância marcada pela ausência.

1966 | Itália | M/12 | Cópia Restaurada | 1h39 | Drama | Longa-metragem

Festivais e prémios

Festival de Cannes 1966 – Selecção Oficial em Competição

Prémios David di Donatello 1967 – Melhor Realização, Prémio Especial (Stefano Colagrande e Simone Giannozzi)

Actores e ficha técnica

Elenco: Anthony Quayle, Stefano Colagrande, Simone Giannozzi


Argumento: Leonardo Benvenuti, Piero di Bernardi (baseado no romance homónimo de Florence Montgomery)
Direcção de Fotografia: Armando Nannuzzi
Montagem: Nino Baragli
Produção: Angelo Rizzoli
Distribuição: Leopardo Filmes

Biografia do realizador

Luigi Comencini (1916-2007) foi um dos mestres da commedia all’italiana, um dos mais importantes géneros do cinema italiano, ao lado de nomes como Dino Risi, Ettore Scola e Mario Monicelli. Começou por estudar arquitectura, em Milão, e fomentou a sua paixão pelo cinema através da escrita de crítica. Em 1946, realizou o seu primeiro filme, Bambini in città, uma curta-metragem documental sobre as dificuldades das crianças em Milão no período pós-guerra. No ano seguinte, com o também realizador Alberto Lattuada, fundou a Cineteca Italiana, o mais antigo arquivo cinematográfico de Itália. O seu primeiro sucesso veio em 1953, com a comédia Pão, Amor e Fantasia (e a sua sequela), protagonizado por Vittorio De Sica e Gina Lollobrigida e vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim. Continuou a fazer comédias nos anos seguintes, relativamente bem-sucedidas comercialmente, até La finestra sul Luna Park (1956). Um dos seus filmes favoritos, Comencini arriscou ao explorar um tema pessoal e que viria a ser um dos traços mais recorrentes da sua obra: a exploração da infância e da relação entre pais e filhos. O filme foi um fracasso comercial. Comencini regressaria às comédias, alternando com dramas mais pessoais, muitas vezes focados no tema da família e infância. O Incompreendido (1960), sobre as dificuldades de um filho em comunicar com o pai após a morte da sua mãe, grande sucesso fora de Itália; Tutti a casa (1960), que Comencini considerava ser a sua obra-prima; A Iniciação Sexual de Casanova (1969); Delitto d’amore (1974) e O Grande Engarrafamento (1979), ambos nomeados para a Palma de Ouro em Cannes, são alguns dos filmes mais marcantes da sua obra. A partir dos anos 70, fez vários trabalhos para a RAI, a televisão pública italiana, dos quais se destaca a adaptação do conto As Aventuras do Pinóquio, de Carlo Collodi, um grande sucesso crítico e de espectadores, perfeito exemplo da sua habilidade e inteligência para se aproximar do universo da criança.

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