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Os filmes de Peter Handke, Prémio Nobel da Literatura 2019

O escritor, argumentista e realizador PETER HANDKE acaba de ser anunciado como o Prémio Nobel da Literatura 2019.


Poderíamos dizer que Peter Handke é um autor muito cá de casa. Paulo Branco produziu o seu filme L’Absence / A Ausência (1993) e foi também o produtor de Les Beaux Jours d’Aranjuez / Os Belos Dias de Aranjuez (2016), o filme que Wim Wenders realizou a partir da peça homónima que Handke lhe ofereceu, o primeiro dos seus livros escrito por ele em língua francesa (onde o escritor tem um cameo).


Handke tem tido também uma presença regular no LEFFEST — Lisbon & Sintra Film Festival, de que Paulo Branco é o director. Aqui esteve nas edições de 2009, 2011, 2014 e 2016. O festival exibiu os seus filmes, Handke participou em conversas (ver link em baixo) e fez parte do júri do Prémio Meo, a competição das curtas-metragens das escolas de cinema europeias em 2014, ano em que o festival organizou uma sessão de leitura de textos seus pela actriz Sophie Semin. Ainda nesse ano, Tiago Guedes encenou, para o festival, a peça Os Belos Dias de Aranjuez, com os actores Isabel Abreu e João Pedro Vaz. Essa peça seria também publicada em livro pela editora Documenta, com tradução de Maria Manuel Viana.


A Leopardo Filmes distribuiu em sala, em 2017 (sairá brevemente em dvd), numa cópia digital restaurada, o seu filme Die Linkshändige Frau / A Mulher Canhota (1978).


Peter Handke e Wim Wenders construíram ao longo dos anos uma sólida e criativa amizade, que resultou em vários filmes do realizador alemão. Para além do já citado Os Belos Dias de Aranjuez, a Leopardo Filmes distribuiu recentemente em sala, em cópias digitais restauradas, A Angústia Do Guarda-Redes No Momento Do Penalty (Die Angst Des Tormanns Beim Elfmeter,1972), [diz Wenders: «A minha amizade com Peter Handke marca a origem do filme. Eu já conhecia o romance antes da sua publicação e tinha-lhe dito: «Tive, durante a leitura, a impressão de ver um filme, o livro é como a descrição de um filme». Ele respondeu-me em tom de brincadeira: «Pois, então só tens que o fazer!» Até aí, eu nunca tinha escrito um argumento, nem sequer tinha visto ainda que aspecto tinha tal coisa. Peguei no livro e dividi-o em cenas; não havia muito a fazer, pois já estava estruturado como um filme. Cada frase resultava num plano, era muito simples.], Movimento em Falso (Falsche Bewegung, 1975, adaptação da obra de Goethe, “Os Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister”) e As Asas do Desejo (Der Himmel Über Berlin) de Wim Wenders (1987).


A Leopardo Filmes prepara um programa com os seus filmes, que será apresentado no Espaço Nimas no mês de Novembro.


LEFFEST'16 A Mulher Canhota - Conversa com Peter Handke


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