Onde Aterrar Where to Land
Procurando uma vida mais tranquila e uma maior proximidade com a natureza, Joseph Fulton, um realizador aposentado, candidata-se a um emprego como assistente de jardineiro num cemitério local – quer apenas manter-se ocupado, ao mesmo tempo que decide colocar os assuntos em ordem, redigindo o seu testamento. Mas a família, amigos e vizinhos interpretam mal a situação: assumem que ele está a morrer e juntam-se no seu apartamento para um último adeus com direito a filosofia desajeitada sobre o significado da vida... Uma delícia nova-iorquina.
Festivais e prémios
LEFFEST 2025 – Lisboa Film Festival – Selecção Oficial em Competição – Grande Prémio NOS
Crítica
«Onde Aterrar não é uma repetição nem uma reedição. Sente-se actual sem ser passageiro, familiar mas não gasto. Há algo de reconfortante num artista tão coerente nas suas preferências e que, ainda assim, demonstra crescimento ao longo do tempo.»
Slant Magazine (Seth Katz)
«…Hal Hartley no seu auge, caloroso e optimista, infernalmente divertido e cheio de vitalidade.»
ABC Radio (Paul F. Verhoeven)
«Uma verdadeira maravilha de filme, encanta-nos tanto com o vento nas árvores como com uma pausa momentânea numa conversa, esperando pacientemente que descubramos o seu poder apaziguante.»
The Film Stage (Glenn Heath Jr.)
«Numa era de tecnologia que nos dilacera o cérebro e de pensamento colectivo moldado por algoritmos, Hartley destaca-se, em contraste cada vez mais nítido, como uma força autoral discretamente intransigente.»
VICE Magazine (Kevin Khara)
Actores e ficha técnica
Elenco: Bill Sage, Kim Taff, Katelyn Sparks, Robert, John Burke
Argumento: Hal Hartley
Direcção de Fotografia: Sarah Cawley
Montagem: Kyle Gilman
Produção: Hal Hartley, Amer Hilal, Timothy Latimer, Jeremy M. Matthews, Randall Moore, Adam Schoon, Don Thompson
Distribuição: Leopardo Filmes
Biografia do realizador
Na paisagem do cinema independente americano, Hal Hartley (n. 1959) é ainda um segredo bem guardado. Porquê? Porque, ao contrário de outros cineastas da sua geração, manteve uma fidelidade férrea ao significado da palavra “independente” – além de ter a sua própria produtora (Possible Films), não abdica de um método rigoroso, que vai do elemento mais técnico ao diálogo mais filosófico ou excêntrico. Começou no final dos anos 80, início dos 90, com a marca identitária da comédia romântica (The Unbelievable Truth, Trust), e prosseguiu com um cinema firme na ambiguidade e no gosto pela palavra. O seu mais recente filme, Where to Land (2025), teve a sua estreia europeia na Competição Oficial do LEFFEST – Lisboa Film Festival (que também lhe dedicou uma retrospectiva quase integral), onde venceu o Grande Prémio NOS.


