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Novos Filmes

Mosquito Mosquito

Um filme de João Nuno Pinto com João Nunes Monteiro, Sebastian Jehkul, Filipe Duarte, Josefina Massango

Zacarias é um jovem português sedento por viver grandes aventuras heróicas durante a Primeira Guerra Mundial. Enviado para Moçambique, onde o conflito se desenrola longe dos olhares do mundo, o soldado vê-se deixado para trás pelo seu pelotão e parte numa longa odisseia mato adentro, à procura da guerra e dos seus sonhos de glória.

2019 | Portugal, França, Brasil, Moçambique | M/14 | 122 min | Drama | Longa-metragem

Festivais e prémios

IFFR – International Film Festival Rotterdam

Selecção Oficial – Big Screen Competition
Filme de Abertura


Luxembourg City Film Festival
Gröningen Film Festival (Países Baixos)

Luxembourg City Film Festival (Luxemburgo)
Gröningen Film Festival (Países Baixos)
34th Braunschweig International Film Festival (Alemanha)
Bengaluru Film Festival (Índia)
Geneva Film Festival (Suíça) 
Lucca Film Festival (Itália)
Scanorama Film Festival (Lituânia)
Split Film Festival (Croácia)
Tapei International Film Festival (Taiwan)

Crítica

«Premiering at the 2020 Rotterdam film festival, João Nuno Pinto’s MOSQUITO is an provocative, if derivative, odyssey into the heart of colonial darkness.»

Jorge Mourinha, The Flickering Wall

«João Nuno Pinto's Portuguese World-War-One drama tackles Portugal's colonial shady past in Africa.»

Ard Vijn, Screen Anarchy

«Rotterdam’s opening film is a fever dream account of a young Portuguese soldier’s experiences in 1917 Mozambique.»

Screen Daily

«Pinto crafts a stark depiction of the morally grey, crafting a character that demonstrates every facet of the human condition; he’s flawed and easily led, yet also masterfully empathetic.»

Nathanial Eker, UK Film Review

Actores e ficha técnica

João Nunes Monteiro

Miguel Moreira

João Lagarto
Filipe Duarte
Alfredo Brito
Miguel Borges
Cesário Monteiro
Joāo Vicente
Manuel João Vieira
Nuno Preto
Aquirasse Nipita
Messias João
Mário Mabjaia
Sebastian Jehkul
Josefina Massango
Hermelinda Simela
Maria Clotilde
Gigliola Zacara
Gezebel Mocovela

com a participação especial de
Ana Magaia e Camané


Realização - João Nuno Pinto
Escrito por Fernanda Polacow e Gonçalo Waddington
Ideia Original - João Nuno Pinto
Director de Fotografia - Adolpho Veloso

Direcção de Arte - Nuno Gabriel Mello, Tigre de Fogo
Montagem - Gustavo Giani
Som - Gita Cerveira, Tiago Raposinho, Matthieu Deniau
Música - Justin Melland
Guarda Roupa - Lucha D'Orey
Maquilhagem - Nuno Miguel Esteves
Director de Casting - Ricardo Moura

Produtor - Paulo Branco
Co-produtores - Ana Pinhão Moura e Mario Peixoto
Produtores Executivos - Ana Pinhão Moura e Enrico Saraiva


Uma produção
Leopardo Filmes
Em co-produção com
Alfama Films Production (França)
APM Produções (Portugal)
Delicatessen Films (Brasil)
Mapiko Filmes (Moçambique)
com o apoio financeiro

ICA Instituto Cinema e Audiovisual
RTP Rádio e Televisão de Portugal
L’Aide Aux Cinemas du Monde
CNC Centre National du Cinéma et de l'Image Animée - Institut Francais
L’aide à la Coproduction D’œuvres Cinématographiques Franco-Portugaises
Creative Europe Programme Media Of The European Union
Programa Ibermedia

e com o apoio

INAC Instituto Nacional Audiovisual e Cinema


VERSÃO MINI-SÉRIE 3 EPISÓDIOS:
uma produção Leopardo Filmes
em co-produção APM Produções
produtor associado Delicatessen Filmes (Brasil)
com o apoio financeiro ICA e RTP
e o apoio INAC (Moçambique)


Vendas internacionais e festivais: Alfama Films

Biografia do realizador

João Nuno Pinto nasceu em Moçambique em 1969 e mudou-se para Portugal com apenas 5 anos, logo a seguir à independência da antiga colónia portuguesa. Os últimos anos têm sido divididos entre Lisboa e São Paulo, Brasil, onde residiu durante vários anos. 


Com uma carreira consolidada na publicidade, em 2010 João Nuno Pinto estreia a sua primeira longa-metragem de ficção, América, uma irónica reflexão sobre Portugal enquanto país destino de imigração. O filme foi selecionado para vários festivais internacionais e distinguido com alguns prémios importantes. 


Mosquito, o seu mais recente filme, escrito pela sua mulher e também guionista Fernanda Polacow e por Gonçalo Waddington, é uma longa-metragem de ficção inspirada na história do seu avô em África e que demorou quase 7 anos a preparar.


Filmografia do realizador:
Mosquito (2019)
Don’t Swim (curta-metragem, 2015)
America (2010)
Skype Me (curta-metragem, 2008)

Nota de intenções

"O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia."

(Guimarães Rosa)


Em 1917, com apenas 17 anos, o meu avô paterno desembarcou em Moçambique junto com a 4ª Companhia Expedicionária Portuguesa, para defender a ex-colónia portuguesa da ameaça alemã. Como tantos outros soldados europeus em África durante a Primeira Grande Guerra, teve de fazer centenas de quilómetros a pé, em marchas diárias, enfrentando as mais duras privações, doenças, fome e sede. A diferença é que ele fez isso tudo sozinho, à procura da guerra e dos seus sonhos de glória. Mosquito é inspirado na história da chegada do meu avô a África. No entanto, o que se passou durante a sua longa e solitária caminhada pouco se sabe. É aqui que entra a ficção, a fabulação e o sentido que pretendo dar à narrativa.


A maneira como nós, europeus e não só, ainda hoje lidamos com as questões africanas é reflexo do passado colonialista e dos longos anos de doutrinação de uma certa ideia paternalista sobre África. Mosquito vai buscar uma história do passado para nos confrontar com as escolhas do presente. Através da história do jovem soldado Zacarias, somos confrontados com o horror da guerra e a subjugação dos povos africanos pelos europeus através do domínio colonial. O filme permite-nos conhecer um pouco melhor um pedaço esquecido da nossa história, a Primeira Grande Guerra em África, obrigando-nos a reflectir sobre um período muito maior que foi o nosso direito em subjugar e “civilizar” outros povos que, convenientemente, considerávamos inferiores.


A saga solitária do soldado Zacarias à procura do seu pelotão é a espinha dorsal da história. Pelas suas referências claras da narrativa clássica grega, Mosquito navega dentro do género do filme épico, o que o torna universal na dialética com o público. No entanto, ele não usa apenas os códigos clássicos do género, mas sim uma linguagem e abordagem narrativa descoladas de algumas convenções, indo ao encontro a um universo mais autoral. É na linguagem, que o filme se desvia do clássico para abraçar a história com mais crueza e contemporaneidade, colocando-nos assim mais perto do olhar (cada vez menos) inocente do jovem soldado.


Há no filme uma espécie de flutuação entre a realidade e a fantasia, entre o passado e o presente, entre a fabricação e o quotidiano. As situações parecem fantásticas, mas são reais. Os delírios parecem reais, mas são fabricações de uma mente perturbada. E a suas recordações aparecem como fragmentos dispersos da memória. A ideia do real versus o imaginado é importante pois namora com a própria criação das histórias e das guerras e faz parte da narrativa de Mosquito, explorando o espaço imaginativo deixado vago pela amnésia histórica.

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