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Novos Filmes

A Herdade A Herdade

Um filme de Tiago Guedes

A saga de uma família proprietária de um dos maiores latifúndios da Europa, na margem sul do rio Tejo, convida-nos a mergulhar profundamente nos segredos da sua Herdade, fazendo o retrato da vida histórica, política, social e financeira de Portugal, dos anos 40, atravessando a Revolução do 25 de Abril e até aos dias de hoje.

2019 | Portugal | Drama | Longa-metragem

Festivais e prémios

76º Festival de Cinema de Veneza

Selecção Oficial - Em Competição


Festival Internacional de Cinema de Toronto
Selecção Oficial - Special Presentations

Actores e ficha técnica

Albano Jerónimo, João Fernandes
Sandra Faleiro, Leonor
Miguel Borges, Joaquim Correia

João Vicente, Leonel Sousa
João Pedro Mamede, Miguel
Ana Vilela da Costa, Rosa
Rodrigo Tomás, António
Beatriz Brás, Teresa


Teresa Madruga, Guilhermina
Diogo Dória, General Lopo Teixeira
Ana Bustorff, Isabel Lopo Teixeira
Victoria Guerra, Catarina Lopo Teixeira
Álvaro Correia, Ministro
Cândido Ferreira, Padre Heitor
António Simão, Inspector Cravo
Tonan Quito, Vítor Fonseca
Fernando Rodrigues, Pai de João Fernandes
Américo Silva, Sindicalista 1
Dinis Gomes, GNR Manuel
Jorge Loureiro, GNR Aurélio
Catarina Rôlo Salgueiro, Maria de Fátima
Jorge Mota, Doutor Marques
Marco Paiva, Chefe de Gabinete
João Arrais, Joaquim (Jovem)
Filipe Vargas, Ricardo Lopo Teixeira
Marcello Urgeghe, Fernando Melo e Sá
Gabriel Timóteo, Miguel (Criança)
Eduardo Aguilar, João Fernandes (Criança)


Realização: Tiago Guedes
Argumento: Rui Cardoso Martins e Tiago Guedes
com a colaboração de Gilles Taurand
Direcção de Fotografia: João Lança Morais
Montagem: Roberto Perpignani
Direcção de Arte: Isabel Branco

Som: Francisco Veloso, Elsa Ferreira e Pedro Góis
Guarda-roupa: Isabel Branco e Inês Mata
Assistentes de Realização: Paulo Mil Homens
António Pinhão Botelho e Ana Mariz
Maquilhadora: Íris Peleira


Produtor: Paulo Branco
Co-produtor: Carlos Bedran


Uma co-produção Leopardo Filmes
e Alfama Films Production
em associação com CB Partners e Ana Pinhão Moura Produções
com o apoio ICA - Instituto do Cinema e Audiovisual
Fundo de Apoio ao Turismo e Cinema
e RTP - Rádio e Televisão de Portugal


Vendas internacionais e festivais: Alfama Films

Biografia do realizador

Tiago Guedes formou-se em Realização pela New York Film Academy, tendo frequentado, posteriormente, o curso de Direcção de Actores com Patrick Tucker, no Raindance London. Desenvolveu vários projectos para televisão e cinema, sendo responsável por várias séries de televisão, telefilmes e longas-metragens de grande sucesso público.


Do seu trabalho como realizador destaca-se o filme “Coisa Ruim” (2005), a sua primeira longa-metragem, co-realizada com Frederico Serra, que esteve na Selecção Oficial dos Festivais de Hamburgo, Sitges e de Pusan, o mais importante festival de cinema asiático, e marcou presença no Festival de Turim. Foi filme de abertura e integrou a Competição Oficial do Fantasporto 2006; ganhou o Prémio de Melhor Longa-Metragem, Prémio do Público e Prémio da Cidade de Coimbra no Festival Caminhos do Cinema Português 2009, bem como o Globo de Ouro para Melhor Filme nesse mesmo ano. Além disso, destaca-se a participação em inúmeros festivais internacionais de género. “Coisa Ruim” foi distribuído em DVD em Espanha, França e nos EUA.


A longa-metragem “Entre os Dedos” (2008), também co-realizada com Frederico Serra, esteve na Competição Oficial do Festival de San Sebastián, na secção “Zabaltegi-Tabakalera”, bem como na Selecção Oficial do Festival de Cartagena das Índias, onde conquistou o Prémio de Melhor Primeira Obra e o Prémio de Melhor Actor; integrou a Selecção Oficial do Festival de Turim, tendo ganho o Prémio Ciputti de Melhor Filme; marcou presença no Festival Internacional de São Paulo; no Festival Caminhos do Cinema Português, em 2009, recebeu o Prémio para Melhor Longa-metragem; nesse mesmo ano foi nomeado para os Globos de Ouro nas categorias de Melhor Filmes, Melhor Actor e Melhor Actriz.


Da sua colaboração com Tiago Rodrigues, realiza a longa-metragem “Tristeza e Alegria na Vida das Girafas” (Selecção Oficial Competição Ibero-América no Festival de Guadalajara 2019, Competição Nacional Indielisboa 2019).


“A Herdade” (2019) é o seu projecto mais ambicioso até à data, partilhando a autoria do guião com Rui Cardoso Martins.


O teatro é outra das áreas que marca o percurso profissional de Tiago Guedes, destacando-se o seu trabalho como encenador em “A Matança Ritual de Gorge Mastromas" (estreada em 2019 no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa) “Os belos dias de Aranjuez” (peça homónima de Peter Handke, produzida em 2014 no âmbito do Lisbon & Estoril Film Festival e reposta depois, durante 2 meses, no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa), “Blackbird” de David Harrower (estreada em 2010 no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, e no Teatro Carlos Alberto, no Porto, que esgotou todas as suas sessões em ambas as cidades), “The Pillowman” de Martin McDonagh (estreada em 2006 no Teatro Maria Matos, em Lisboa, e em 2007, no Teatro Nacional S. João, no Porto), entre outras.

Nota de intenções

O Peso das Heranças

O que faz de nós o que somos?


Ao longo da vida, são as opções e as escolhas que nos vão definindo, mas transportamos connosco matéria que não percebemos nem controlamos. Algo nos faz ser e agir, algo que nasceu connosco e nos foi passado, algo que herdámos. Este filme fala-nos dessas ligações invisíveis que nos definem e condicionam.


O cenário funciona quase como uma metáfora de tudo o que se passa com o nosso personagem principal, um homem carismático, daqueles maiores do que a vida. Ambos, o homem e a terra, começam grandiosos, imperiais, mas com o decorrer dos eventos vão revelando as imperfeições, as zonas cinzentas, e tanto um como o outro se começam a desmoronar.


A Herdade (palavra que tem origem no latim “Hereditas” tal como a palavra Herança) funciona quase como uma enorme ilha dentro de um país dominado por uma ditadura fascista. Uma espécie de reino dominado por um carismático príncipe anarquista e progressista. Mas que inevitavelmente chocará de frente com a vontade de mudança de um povo. Um confronto com as mudanças da história, com a passagem dos tempos. Eu quero muito filmar essas transformações humanas e territoriais. As consequências.


A paisagem de A Herdade será a descoberta da imensa lezíria e dos latifúndios de gado da margem Sul do Tejo. Uma visão insólita: o monte térreo, os celeiros, as searas, os cavalos, as lagoas ao sol, servirão de palco histórico, político e financeiro de Portugal nos últimos 60 anos, passando pela Revolução do 25 de Abril de 1974. E serão o espaço das obscuras acções das personagens, consumidas por angústias, preconceitos sociais, cobiças, amores e desencontros.


O universo de A Herdade remete-nos para muitos filmes que gosto profundamente. Filmes de espaços abertos, westerns perdidos no meio do nada, com personagens enigmáticos, que transportam segredos com eles como nos filmes de Leone e de Anthony Mann. Ao mesmo tempo que se exploram as relações humanas num tom de melodrama dos filmes mais clássicos de Minelli e Kazan.


Um filme de personagens, de actores, de interpretações fortes, da grandeza das paisagens que os envolvem e das consequências dos segredos que transportam. As heranças que nos deixam e as heranças que deixamos aos outros.


Tiago Guedes

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